Franchising

Taxa de franquia: o que é, como funciona e quando devo pagar?

março 28, 2019
taxa de franquia
Tempo de leitura 5 min

O sonho de ter uma franquia, muitas vezes, esbarra nos gastos iniciais. A taxa de franquia é o principal investimento necessário para começar um negócio como esse e, por isso, é muito importante compreender do que se trata. 

Nela, está embutida uma série de benefícios inerentes ao sistema de franquias, como o uso da marca e a transferência de know-how. Resta saber se a facilidade de começar um negócio a partir de um modelo pronto compensa o valor cobrado. 

Antes de mais nada, você precisa saber exatamente para que ela serve, como é cobrada e o que está sendo oferecido em troca. Pensando nisso, elaboramos este post com tudo o que você precisa saber sobre a taxa de franquia. Confira!

O que é a taxa de franquia?

Trata-se de um valor que o franqueado paga à franqueadora pela concessão do uso da marca. Esse encargo faz parte do investimento inicial para a abertura do negócio, sendo uma quantia fixa e cobrada uma única vez por unidade.

A taxa de franquia, bem como outras cobranças, deve estar fixada na Circular de Oferta de Franquia — documento prévio ao contrato, que serve como principal instrumento legal da relação entre franqueadores e franqueados.

Na prática, ela funciona como um pedágio, ou seja, um valor a ser pago para poder fazer parte da rede de franquias. Além de ter direito ao uso da marca, o franqueado recebe outros benefícios definidos em contrato, como a transferência de know-how e o formato do negócio.

Para que serve?

A receita proveniente das taxas de franquia ajuda o franqueador a custear os gastos com a prospecção e a seleção de franqueados. Além disso, cobre as despesas iniciais referentes ao ingresso de um novo participante da rede, como:

  • programas de treinamento e capacitação técnica e prática;
  • suporte legal para a abertura e a formalização do negócio;
  • elaboração de manuais operacionais;
  • consultoria na escolha do ponto;
  • assistência na adequação do local para a instalação da unidade;
  • apoio na inauguração da franquia.

Por fim, a taxa de franquia é também uma forma de remunerar a rede pelo investimento no desenvolvimento do modelo de negócio, na geração da tecnologia operacional e na divulgação e consolidação da marca no mercado.

Como funciona?

A cobrança da taxa de franquia não é obrigatória e alguns franqueadores preferem não exigi-la, como uma estratégia de expansão mais rápida, atraindo mais interessados. Nesse caso, os custos acabam sendo embutidos em outras taxas pagas eventualmente ao longo do contrato.

No entanto, independentemente da cobrança, o franqueador não está livre de fornecer o que foi combinado em contrato. Assim, a responsabilidade em passar o conhecimento e o modelo de negócio já consolidado persiste, pois, sem ela, o sistema de franquia não funcionaria.

O valor da taxa de franquia pode variar muito, de acordo com a força da marca, o sucesso do modelo, a quantidade e a qualidade dos benefícios ofertados, os treinamentos e os materiais oferecidos, dentre outras questões.

Quando é preciso pagá-la?

A taxa de franquia funciona mais ou menos como uma cota de clube, que você deve pagar para poder frequentar as dependências, utilizar suas instalações e usufruir de seus serviços. Portanto, assim como no clube, é preciso pagá-la antes de se tornar um franqueado, na assinatura do contrato.

Ela deve ser vista como um custo que engloba a prestação de serviços que teriam que ser contratados e pagos à parte, caso o negócio não fosse uma franquia.

Qual a importância de avaliar a taxa de franquia antes de escolher um negócio?

A taxa de franquia é uma prática comum no mercado e a grande maioria das redes realiza essa cobrança. Assim, é importante ter em mente que, em geral, ela corresponde à maior parte do investimento inicial, junto ao custo de instalação e ao capital de giro do empreendimento.

Exatamente por isso, você deve avaliar muito bem a taxa de franquia antes de optar por entrar em um negócio desse tipo. O primeiro ponto é compreender exatamente o que ela significa e qual a sua contrapartida.

Entretanto, é preciso ter cuidado para não pagar valores muito altos e que não correspondam ao que você está recebendo em troca, ou que não sejam compatíveis com o retorno do negócio. É claro que cada caso deve ser analisado individualmente, já que, por exemplo, não há como comparar uma franquia como o McDonald’s com uma empresa iniciante, pois só o valor da marca já põe fim à discussão.

Assim, você deve verificar qual percentual do faturamento bruto da franquia corresponde ao pagamento de taxas, além de avaliar se o que está sendo oferecido em troca vai realmente ajudá-lo a estruturar o seu negócio corretamente.

Quais os principais tipos de taxa?

Além da taxa de franquia propriamente dita, existem algumas outras taxas que podem ser cobradas, variando de acordo com a franquia que você escolher. 

Taxa de royalties

Trata-se de uma continuidade da taxa de franquia, só que cobrada periodicamente — na maioria das vezes, a cada mês. Seguindo a mesma analogia do clube, a taxa de franquia seria a cota e a taxa de royalties corresponderia, analogicamente à mensalidade. 

Ela remunera a prestação de serviços, a tecnologia e o uso da marca enquanto o contrato entre as duas partes estiver em vigor. Costuma ser calculada por um percentual fixo do faturamento bruto. 

Taxa de publicidade

Nesse caso, a arrecadação periódica destina-se à formação de um fundo financeiro para a publicidade da marca, de seus produtos, de ações de lançamento, de eventos etc. A taxa de publicidade é que custeia o investimento necessário em divulgação para o crescimento do negócio como um todo.

Agora que você já sabe o que é e como funciona a taxa de franquia, certamente, poderá fazer uma melhor análise na hora de fechar um negócio. Não deixe de avaliar bem a relação custo-benefício oferecida e certificar-se de que a franquia escolhida é o negócio certo para você. 

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